JOSÉ SEVERO DOS SANTOS
Severo d’Acelino
Nasceu no bairro Siqueira Campos (antigo Aribé), em Aracaju, no fim dos anos 40, filho de Acelino Severo dos Santos e Odília Eliza da Conceição.
Ativista dos Direitos Humanos, concentrou o melhor dos seus esforços na defesa dos direitos humanos e civis, principalmente dos afrodescendentes, como militante do movimento negro, tendo como objetivo principal promover a visibilidade da sua raça, através dos valores e das tradições culturais. Baseou praticamente toda sua luta nesta área, mediante a aplicação da chamada Pedagogia Inclusiva, oferecendo elementos para reflexões e debates das questões e condições do negro sergipano, já que defende a tese de que é indispensável a preservação da cultura dos seus ancestrais, evitando-se a todo custo o que ele chama de “etnocídio cultural”.
Iniciou a vida profissional como militar, tendo pertencido aos quadros da Marinha de Guerra do Brasil, encontrando-se atualmente na reserva.
Suas primeiras atividades na defesa dos direitos civis da raça negra foram iniciadas no ano de 1968, tendo criado, então, o Grupo Regional de Folclore e Artes Cênicas Amadorista Castro Alves, depois transformado na Casa de Cultura Afro Sergipana.
Apesar de não haver cursado a Universidade, trata-se de intelectual de grande qualidade, com atuação em várias áreas do conhecimento humano, quer como ator, como poeta, como jornalista, como professor, como escritor, mas, principalmente, como pensador e defensor incansável das suas ideias e pontos de vista relativos às questões raciais.
Na qualidade de ator teve atuação destacada no filme “Chico Rei”, de 1985, onde atuou com grandes nomes do cenário nacional: Milton Nascimento, Wagner Tiso, Clementina de Jesus, Grupo Vissungo e que contou com a participação de Fernando Brant e Naná Vasconcelos, sob a direção de Walter Lima Jr. Atuou também no filme “Espelho d’Água”, de 2004, contracenando com Fábio Assunção, Carla Regina, Francisco Carvalho, Charles Paraventi, Aramis Trindade, José Ricardo e Analu Tavares, sob a direção de Marcus Vinícius César. Além disso, atuou na minissérie “Teresa Batista”, da Rede Globo de Televisão, baseada na obra “Teresa Batista Cansada de Guerra”, do grande Jorge Amado. Montou e dirigiu as peças Navio Negreiro, Vozes D’África, De Como Revisar Um Marido Oscar, Terra Poeira In Cantus, Algemas Partidas, Save Our Sur, Dança dos Inkices D’Angola, Água de Oxalá, Iybó Iná Iyê e Suíte Nagô.
Como poeta, escreveu as obras “Panáfrica África Iya N’la”, “Quelóide” e “Visões do Olhar em Transe”, estes dois últimos ainda não publicados.
No desempenho da atividade jornalística, além de publicar artigos e ou documentos em vários órgãos da imprensa, editou o jornal Identidades, que tinha as seguintes pretensões, nos termos das “Palavras Necessárias”, constantes da segunda página do nº 0, Ano I, de maio de 2001:
1) Funcionar como instrumento ativo de pregação da cidadania plena, independentemente de cor, credo religioso ou convicção política.
2) Atuar na divulgação da cultura do Estado de Sergipe, com ênfase especial aos artistas negros e/ou descendentes, carentes de um veículo de divulgação que lhes distinga com maior amplitude.
3) Defender intransigentemente os direitos das populações discriminadas.
4) Discutir políticas públicas para atenuar os conflitos existentes no âmbito da saúde, da melhoria de vida, mercado de trabalho, emprego e renda, fome, educação, segurança, terra e moradia.
5) Dar maior visibilidade à posição e importância social da raça negra, divulgando sua cultura e sua arte, rememorando sua ascendência africana e todo um legado histórico que a sociedade não pode nem deve esquecer.
Em consequência das dificuldades financeiras que, tanto nosso homenageado quanto a “Casa de Cultura Afro Sergipana”, sempre enfrentaram, esse jornal foi publicado somente até o número 5, em julho de 2002. Nesse órgão defendia com extrema pertinência e total convicção os seus pontos de vista em relação à exclusão social dos negros e todas as ideias pelas quais tem lutado durante toda sua vida.
Como professor, além de criar o “Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai às Escolas”, a que deu ampla divulgação e ministrou cursos em todo o Estado de Sergipe, quando não patrocinado pelo Poder Público fazia-o por sua própria conta, escreveu os Cadernos Pedagógicos com a Série Testes, os quais deram origem ao livro “Pedagogia Afro de Educação Inclusiva – Livro de Testes”, com 5.773 questões, todas relacionadas às causas que defende, obra destinada ao Ensino Fundamental, Médio e Concursos.
Como escritor, além das obras poéticas, escreveu outras também representativas, dentre as quais destacamos “Mariow”, livro de contos que objetivava consolidar a memória coletiva da identidade cultural.
Consta do seu currículo o recebimento de várias homenagens. Dentre essas, destacam-se: Cidadão Laranjeirense; Bastião do Movimento Negro em Sergipe, pela Secretaria Estadual de Cultura; Diploma Memorial do Teatro Sergipano; da Secretaria de Justiça de Sergipe o Troféu de Igualdade Racial; Medalha de Mérito Cultural Ignácio Barbosa, pelo Município de Aracaju e o Troféu CURTA-SE.
Homem de sólida cultura geral e de reconhecida competência, foi Conselheiro municipal e estadual de Cultura e Conselheiro Nacional do Memorial Zumbi.
Em sua tenaz e persistente luta contra o racismo em Sergipe, tem desenvolvido diversas ações junto ao Poder Legislativo, intercedendo na produção de leis capazes de atenuar os conflitos decorrentes da falta de políticas públicas e dar visibilidade ao coletivo negro sergipano, com ênfase no preto e seu arquivo humano e patrimônio cultural, como o tombamento do “Terreiro Filhos de Obá” e o reconhecimento de JOÃO MULUNGU e QUINTINO DE LACERDA como Heróis Negros Sergipanos.
Atuou na autoria dos projetos de Inclusão da Cultura Negra nas grades das disciplinas do ensino fundamental e médio do Estado, a primeira votada pelo Conselho Estadual de Educação em 86 e a segunda pelo Legislativo Estadual em 99.
Sobre Severo d’Acelino, transcrevemos apenas três das incontáveis referências que encontramos a seu respeito, por dizerem bem do homem a quem hoje homenageamos:
De Jorge Lins, sergipano de Aracaju, ator com 37 de experiência, formado em Ciências Jurídicas e Sociais pela UFS, produtor de eventos, autor e diretor de Teatro e diretor da “Oficinas do Ator”:
“Para fortalecer ainda mais a pequena biografia de Severo, vou reproduzir texto do blog do professor Wagner Lemos. “Jose Severo dos Santos. Nasceu em Aracaju, no Aribé (Bairro Siqueira Campos), em final dos anos 40, descendente de família tradicional da cultura negra, dos canaviais de Santa Rosa e Riachuelo, a resistência religiosa em Aracaju. Nasceu de Odília Eliza da Conceição e de Acelino Severo dos Santos, neto e seguidor da famosa Iyalorisha Mãe Elza, afilhado do tão famoso Babalorisha Alexandre de Laranjeiras (SE), falecidos.
Militante ativo da resistência e tradição da cultura afro-sergipana, busca no resgate da memória tradicional, a preservação dos valores étnicos das diversas culturas introduzidas em Sergipe pela escravidão.
Em plena repressão política e social verificada em 1968 no Brasil, instala-se em Sergipe o Grupo Regional de Folclore e Artes Cênicas Amadorista Castro Alves, e posteriormente, CASA DE CULTURA AFRO-SERGIPANA, sua nova versão e vê na Religião Orixá (Candomblé) o ponto de irradiação e resistência da cultura negra”.
Assim também escreveu Rosemere Ferreira da Silva, no artigo “Severo d’Acelino e a produção textual Afro-brasileira”, publicado no Portal GELEDÉS INSTITUTO DA MULHER NEGRA:
A produção cultural do escritor Severo D’Acelino em Sergipe está voltada para a discussão da afrodescendência como uma das principais formas de questionamento, na sociedade contemporânea, que envolve a participação direta de afrodescendentes nos mais diferentes setores sociais do Estado. A poesia escrita por D’Acelino bem como os artigos publicados e os projetos educacionais coordenados pelo escritor refletem uma preocupação constante em educar os sergipanos na direção de uma cultura produzida para marcar a importância da literatura afro-brasileira como um lugar de expressão significativo que problematiza as hierarquias sociais construídas, as relações de poder disseminadas socialmente, a formação de identidades, o combate ao preconceito e a discriminação racial e de gênero e ainda, a valorização da autoestima como principal ponto de partida na luta contra a formulação de estereótipos.
De outra parte, o jornalista, escritor, pesquisador e historiador sergipano Luiz Antonio Barreto, assim escreveu, no Artigo “A Pedagogia dos Testes”, publicado no jornal Gazeta de Sergipe, edição do dia 20 de fevereiro de 2004, analisando a obra “Pedagogia Afro de Educação Inclusiva” e sobre sua pessoa:
Era crença que bastava um teste para examinar toda a inteligência. Talvez estribado nesse modo de pensar a importância dos testes Severo D’Acelino tenha preferido fazer do seu Pedagogia Afro de Educação Inclusiva um livro de testes, com 5.773 questionamentos, dentro do “Projeto Cultural João Mulungu vai às Escolas”.
Já vai alongada a participação de Severo D’Acelino na vida cultural sergipana. Artista, foi o Chico Rei no cinema, líder de grupo cênico, pesquisador, benfeitor das casas de culto, um dos mais destacados nomes no debate da causa negra, Severo D’Acelino vem procurando influir nas mentalidades, recompondo o tecido da história dos negros em Sergipe, sob a ótica múltipla da religião, do trabalho, da luta política, da resistência e das manifestações artísticas, culturais e lúdicas.
E mais adiante:
Este Livro de Testes de Severo D’Acelino responde, de algum modo, às preocupações dos pesquisadores da cultura negra, especialmente em Sergipe. Cada questão remete a um tipo especial de conhecimento, que revisita capítulos importantes da história, da geografia, e da cultura sergipana. Sem a leitura prévia de uma bibliografia que o próprio livro oferece, e sem a pesquisa, dificilmente alguém pode aventurar-se em responder a todos os questionamentos do Livro de Testes.
Isto é apenas um pequeno retrato de Severo d’Acelino e sua obra, que indubitavelmente passará para a posteridade. Quem o conhece sabe da ênfase, da pertinácia, das atitudes firmes, da segurança, da intransigência e da força moral com que ele defende sua raça, suas ideias, seus princípios e seus pontos de vista mais caros. Com ele nós podemos não concordar. Mas jamais ficaremos indiferentes.
O racismo institucional se revela através de mecanismos de intituições públicas,privadas, explícitos ou não, que dificultam o fim da desigualdade entre negros e brancos. Praticado pelas estruturas públicas e privadas do estado, o racismo institucional é o responsável pelo tratamento diferenciado entre negros e brancos em políticas como a de educação, trabalho e segurança pública, e também nos meios de comunicação sergipana.
sábado, 20 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
DIGNIDADE EM TEMPO DE IMPUNIDADE - A SINDROME DE ESTOCOLMO - NOVA FERRAMENTA DO PODER PARTIDÁRIO
Depoimento de Severo D’Acelino
O pessoal que faz o movimento negro se distancia entre si, desde os primeiros momentos onde busca através da observação e da adaptação, identificar os elementos mais importantes para determinar a sua posição e em quem vai apoiar para ter visibilidade e que vai bater para marcar posição. O quem é quem se dar até mesmo antes de sua entrada em algum grupo. Estar sempre atento para identificar os segredos e fragilidades de alguém, principalmente dos destacados. Não há hierarquia no âmbito do movimento e as supostas lideranças são alvos de toda forma de intrigas onde se observa os princípios dos conflitos entre liderança e individuo, estendendo-se para o âmbito mais amplo envolvendo lideranças, grupos e comunidade, cristalizando as veias abertas do racismo, no interior do movimento negro.
Sentimentos de invejas despontam a simples observação de crescimento ou visibilização de algum participante, grupo ou liderança, daí há uma união sistêmica e espontânea dos demais no sentido de desequilibrar o processo que se inicia ou se estabilize em torno da vítima, desprezo, ódio, falsidades e intrigas passam a ser as ferramentas das relações.
Dificilmente alguém ou algum grupo, entidade, ONG ou até mesmo instituição, reúna as representações do movimento para uma ação, seja ela, debate, festa, confraternização etc. Mesmo que seja o governo que promova e patrocine, haverá sempre as discriminações, onde muitos são excluídos.
Todos querem tirar vantagens pessoais e ninguém está interessado na consecução dos objetivos, onde o conjunto será beneficiado, o mercenarismo fala mais alto, assinalando as intenções e o individualismo, onde se insere no maniqueísmo cristalizado ,os que tem e os que dependem.
As picaretagens, intrigas, conspirações dentre outros requintes, propiciaram os protaganismo das construções de criações de fatos políticos para favorecer os interesses mais baixos e mesquinhos de determinados grupos para ter visibilidade na mídia e marcar espaço.
O Racismo nos Partidos potencializa o racismo e as violências no movimento negro, principalmente as práticas das violências partidárias e sindicais em se referindo ao partido dos trabalhadores que inaugurou um movimento negro predatório e se faz de cego e mudo diante das violências diuturna que seus membros fazem contra as lideranças negras do estado, principalmente as lideranças que não se alinharam as novas ordens do partido.
Os marginais e mercenários, os maus caráter a serviços de partidos para desestabilizarem o movimento e violentar seus membros, continuam crescendo, principalmente em época de eleições ou na blindagem de membros dos partidos e autoridades dos seus interesses.
Com o advento do PT no executivo em Sergipe, o movimento negro que já claudicava sem identidade, sofreu um radical impacto e foi esfacelado definitivamente com o esvaziamento e extinção das ações conjuntas e de muitos grupos que simplesmente deixaram de existir, diferente do seu apogeu nos anos noventa, quando registrou o maior crescimento e produção de ações, para declinar aos poucos com as investidas do PT que se apresentava no legislativo como um dos maiores aliados na luta dos negros.
A simpatia pela violência e pela arrogância foi o indicativo do PT para o recrutamento de sua gangue terrorista para impor sua pauta e domínio no sobre o movimento, impedindo o surgimento de projetos locais, para que os seus fossem referencia nacional e nisso a construção de uma rede, para reforçar suas palavras de ordens. Ao descontentes, o enfrentamento da sua gangue, ou seja, a “brigada negra”, tendo como objetivo, o atrelamento das ações e projetos e entidades ou o seu esfacelamento. Dividir para reinar, foi conjugado: Destruir para reinar e até hoje, não admite criticas ou controvérsias as suas ordens. Com ele não há contraditório.
O despreparo intelectual e psicológico permeia o grupo a “brigada negra” a serviço do PT que chega a fazer inveja aos psicopatas do ‘esquadrão da morte’ que só pensam com os pés, braços e dedos, para as torturas e mortes das suas vítimas. Este são os instrumentos e ferramentas do terror para quem quer sobreviver ao domínio do PT .
O Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai ás Escolas, em sua melhor fase de atuação e ajustamento metodológico, foi excluído da administração do PT, simplesmente porque dava uma certa independência a Casa de Cultura Afro Sergipana que já edificava o seu Centro de Pedagogia Afro Sergipana com amplas salas de aulas para qualificação e capacitação de professores, através de cursos de extensão. A Entidade ficou proibida e excluída de prestar serviços ao estado e ainda levou uma multa milionária da prefeitura, parceira do PT.
Esse projeto foi instalado no governo de um dos aliados do PT e mantido também no governo anterior, governo este que recebia todo tipo de criticas por parte da Entidade e de sua Coordenação, mais, nunca colocou a repressão em cima da Entidade, nunca nos faltou a mídia e nem os serviços públicos e até fomos acusados de usar o projeto para fazer campanha para o PT em Boquim e, mesmo sabendo que nosso projeto fora suspenso por conta da denuncia, o PT após ter sua vitoria nas urnas, foi o primeiro a excluir a possibilidade de o projeto retornar e nos acusou de ser “homem de João Alves” e nos excluiu da mídia e dos serviços públicos.
Sofremos com o PT o que não sofremos com governo nenhum e principalmente com a ditadura militar, mesmo tendo os agentes federais invadindo e censurando nossas ações. Qualquer jornalista ou estudante pode fazer uma pesquisa de amostragem sobre o crescimento do Movimento Negro neste período até o PT e descobrirá a origem de sua extinção. Hoje o Movimento Negro é Chapa branca, se articula em torno dos gabinetes dos políticos do PT e todos seus participantes, remunerados e desenvolvem projetos para o governo com verbas altíssimas e para tal, gozam de informações privilegiadas.Se fosse do interesse do PT certamente a imprensa sergipana divulgaria. Criar dificuldades para Vender Facilidades. Ou se junta ou se Fo..., como disse uma grande liderança petista, hoje de cadeiras de rodas, vítima do próprio partido e companheiro.
Hoje o PT com uma tal coordenação de igualdade racial, comete todas as atrocidades contra o coletivo negro, principalmente quilombolas e comunidade de terreiro, grupos perversamente discriminados pelo psicopata que foi colocado lá e que se intitula o fundador do movimento negro de Sergipe, evoca o passado da colônia onde grupo de negros, supliciavam os negros a mando dos senhores de escravos e se materializaram em capitães do mato. Esse grupo leva seu terrorismo até as vias públicas das periferias, quando nos vêem passam com seus carros em disparada fazendo ameaças: “Você morre seu filho d...” e se mandam sem mostrar a cara, características dos covardes a serviços dos políticos do PT. Gente suja para ações sujas, baixa, criminosas mostra o descompromisso deste partido com o coletivo e o controle social do partido no governo, cada um político tem sua brigada particular com ordens para destruir.
“..Violência se manifesta por meio do abuso da força, da tirania, da opressão. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer..”
“Consciência Negra não é um patrimônio exclusivo do movimento negro, nem tampouco dos negros militantes, mas de todos (brancos, amarelos e indígenas) os indivíduos e grupos que lutam pela melhoria das condições sociais, econômicas e psíquicas da população negra”.
“Os Direitos Humanos são as coisas que precisamos para ter uma vida digna. Sua ênfase não está na caridade ou na filantropia, mas sim na autonomia e no protagonismo das pessoas, através da solidariedade e do respeito à diversidade.
Os direitos humanos servem para EMPODERAR as pessoas, ou seja, fazer com que elas sejam as donas de suas próprias vidas para fazerem o que quiser delas – e não ficarem apenas como vítimas que aguardam esmolas.
As pessoas devem ser as protagonistas, os “atores e atrizes principais” das suas próprias vidas.
Esse EMPODERAMENTO” significa, principalmente, que as pessoas não podem ficar esperando que um salvador da pátria chegue para “conceder” os direitos humanos, que todos já possuem.
Todos os seres humanos, independentemente de sua idade, sexo, raça, etnia, opção em relação à religião, ideologia, orientação sexual, ou qualquer característica pessoal ou social, possuem direitos humanos.
“Qualquer tipo de discriminação que mantenha ou promova desigualdades consiste em uma violação de direitos humanos”. Dignidade em Tempo de Impunidade
O pessoal que faz o movimento negro se distancia entre si, desde os primeiros momentos onde busca através da observação e da adaptação, identificar os elementos mais importantes para determinar a sua posição e em quem vai apoiar para ter visibilidade e que vai bater para marcar posição. O quem é quem se dar até mesmo antes de sua entrada em algum grupo. Estar sempre atento para identificar os segredos e fragilidades de alguém, principalmente dos destacados. Não há hierarquia no âmbito do movimento e as supostas lideranças são alvos de toda forma de intrigas onde se observa os princípios dos conflitos entre liderança e individuo, estendendo-se para o âmbito mais amplo envolvendo lideranças, grupos e comunidade, cristalizando as veias abertas do racismo, no interior do movimento negro.
Sentimentos de invejas despontam a simples observação de crescimento ou visibilização de algum participante, grupo ou liderança, daí há uma união sistêmica e espontânea dos demais no sentido de desequilibrar o processo que se inicia ou se estabilize em torno da vítima, desprezo, ódio, falsidades e intrigas passam a ser as ferramentas das relações.
Dificilmente alguém ou algum grupo, entidade, ONG ou até mesmo instituição, reúna as representações do movimento para uma ação, seja ela, debate, festa, confraternização etc. Mesmo que seja o governo que promova e patrocine, haverá sempre as discriminações, onde muitos são excluídos.
Todos querem tirar vantagens pessoais e ninguém está interessado na consecução dos objetivos, onde o conjunto será beneficiado, o mercenarismo fala mais alto, assinalando as intenções e o individualismo, onde se insere no maniqueísmo cristalizado ,os que tem e os que dependem.
As picaretagens, intrigas, conspirações dentre outros requintes, propiciaram os protaganismo das construções de criações de fatos políticos para favorecer os interesses mais baixos e mesquinhos de determinados grupos para ter visibilidade na mídia e marcar espaço.
O Racismo nos Partidos potencializa o racismo e as violências no movimento negro, principalmente as práticas das violências partidárias e sindicais em se referindo ao partido dos trabalhadores que inaugurou um movimento negro predatório e se faz de cego e mudo diante das violências diuturna que seus membros fazem contra as lideranças negras do estado, principalmente as lideranças que não se alinharam as novas ordens do partido.
Os marginais e mercenários, os maus caráter a serviços de partidos para desestabilizarem o movimento e violentar seus membros, continuam crescendo, principalmente em época de eleições ou na blindagem de membros dos partidos e autoridades dos seus interesses.
Com o advento do PT no executivo em Sergipe, o movimento negro que já claudicava sem identidade, sofreu um radical impacto e foi esfacelado definitivamente com o esvaziamento e extinção das ações conjuntas e de muitos grupos que simplesmente deixaram de existir, diferente do seu apogeu nos anos noventa, quando registrou o maior crescimento e produção de ações, para declinar aos poucos com as investidas do PT que se apresentava no legislativo como um dos maiores aliados na luta dos negros.
A simpatia pela violência e pela arrogância foi o indicativo do PT para o recrutamento de sua gangue terrorista para impor sua pauta e domínio no sobre o movimento, impedindo o surgimento de projetos locais, para que os seus fossem referencia nacional e nisso a construção de uma rede, para reforçar suas palavras de ordens. Ao descontentes, o enfrentamento da sua gangue, ou seja, a “brigada negra”, tendo como objetivo, o atrelamento das ações e projetos e entidades ou o seu esfacelamento. Dividir para reinar, foi conjugado: Destruir para reinar e até hoje, não admite criticas ou controvérsias as suas ordens. Com ele não há contraditório.
O despreparo intelectual e psicológico permeia o grupo a “brigada negra” a serviço do PT que chega a fazer inveja aos psicopatas do ‘esquadrão da morte’ que só pensam com os pés, braços e dedos, para as torturas e mortes das suas vítimas. Este são os instrumentos e ferramentas do terror para quem quer sobreviver ao domínio do PT .
O Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai ás Escolas, em sua melhor fase de atuação e ajustamento metodológico, foi excluído da administração do PT, simplesmente porque dava uma certa independência a Casa de Cultura Afro Sergipana que já edificava o seu Centro de Pedagogia Afro Sergipana com amplas salas de aulas para qualificação e capacitação de professores, através de cursos de extensão. A Entidade ficou proibida e excluída de prestar serviços ao estado e ainda levou uma multa milionária da prefeitura, parceira do PT.
Esse projeto foi instalado no governo de um dos aliados do PT e mantido também no governo anterior, governo este que recebia todo tipo de criticas por parte da Entidade e de sua Coordenação, mais, nunca colocou a repressão em cima da Entidade, nunca nos faltou a mídia e nem os serviços públicos e até fomos acusados de usar o projeto para fazer campanha para o PT em Boquim e, mesmo sabendo que nosso projeto fora suspenso por conta da denuncia, o PT após ter sua vitoria nas urnas, foi o primeiro a excluir a possibilidade de o projeto retornar e nos acusou de ser “homem de João Alves” e nos excluiu da mídia e dos serviços públicos.
Sofremos com o PT o que não sofremos com governo nenhum e principalmente com a ditadura militar, mesmo tendo os agentes federais invadindo e censurando nossas ações. Qualquer jornalista ou estudante pode fazer uma pesquisa de amostragem sobre o crescimento do Movimento Negro neste período até o PT e descobrirá a origem de sua extinção. Hoje o Movimento Negro é Chapa branca, se articula em torno dos gabinetes dos políticos do PT e todos seus participantes, remunerados e desenvolvem projetos para o governo com verbas altíssimas e para tal, gozam de informações privilegiadas.Se fosse do interesse do PT certamente a imprensa sergipana divulgaria. Criar dificuldades para Vender Facilidades. Ou se junta ou se Fo..., como disse uma grande liderança petista, hoje de cadeiras de rodas, vítima do próprio partido e companheiro.
Hoje o PT com uma tal coordenação de igualdade racial, comete todas as atrocidades contra o coletivo negro, principalmente quilombolas e comunidade de terreiro, grupos perversamente discriminados pelo psicopata que foi colocado lá e que se intitula o fundador do movimento negro de Sergipe, evoca o passado da colônia onde grupo de negros, supliciavam os negros a mando dos senhores de escravos e se materializaram em capitães do mato. Esse grupo leva seu terrorismo até as vias públicas das periferias, quando nos vêem passam com seus carros em disparada fazendo ameaças: “Você morre seu filho d...” e se mandam sem mostrar a cara, características dos covardes a serviços dos políticos do PT. Gente suja para ações sujas, baixa, criminosas mostra o descompromisso deste partido com o coletivo e o controle social do partido no governo, cada um político tem sua brigada particular com ordens para destruir.
“..Violência se manifesta por meio do abuso da força, da tirania, da opressão. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer..”
“Consciência Negra não é um patrimônio exclusivo do movimento negro, nem tampouco dos negros militantes, mas de todos (brancos, amarelos e indígenas) os indivíduos e grupos que lutam pela melhoria das condições sociais, econômicas e psíquicas da população negra”.
“Os Direitos Humanos são as coisas que precisamos para ter uma vida digna. Sua ênfase não está na caridade ou na filantropia, mas sim na autonomia e no protagonismo das pessoas, através da solidariedade e do respeito à diversidade.
Os direitos humanos servem para EMPODERAR as pessoas, ou seja, fazer com que elas sejam as donas de suas próprias vidas para fazerem o que quiser delas – e não ficarem apenas como vítimas que aguardam esmolas.
As pessoas devem ser as protagonistas, os “atores e atrizes principais” das suas próprias vidas.
Esse EMPODERAMENTO” significa, principalmente, que as pessoas não podem ficar esperando que um salvador da pátria chegue para “conceder” os direitos humanos, que todos já possuem.
Todos os seres humanos, independentemente de sua idade, sexo, raça, etnia, opção em relação à religião, ideologia, orientação sexual, ou qualquer característica pessoal ou social, possuem direitos humanos.
“Qualquer tipo de discriminação que mantenha ou promova desigualdades consiste em uma violação de direitos humanos”. Dignidade em Tempo de Impunidade
MEMORIAL DA VIOLÊNCIA
Portaria 01/10.
Encerra as atividades da Casa de Cultura Afro Sergipana,
extinguindo a Entidade criada em 18 de outubro de 1968
e dar outras providencias.
O Coordenador Geral, no uso de suas prerrogativas Estatutárias, Extingue a Entidade e dar por encerrada suas atividades, conforme as considerações.
Art.01 – Considerando as perseguições funcionais e operacionais a que a entidade vem sofrendo por parte do Governador Marcelo Deda e do Prefeito Edvaldo Nogueira, desde que se instalaram no espaço do poder executivo.
Art.02 – Considerando a ação negativa da mídia sergipana em excluir a Entidade e as questões do coletivo negro sergipano, apresentada por sua representação, negando espaços para suas comunicações.
Art.03 – Considerando os procedimentos administrativos do Ministério Público Federal N 440/2010, de 03 de agosto, entregue em 21 de agosto, desqualificando as denuncias da entidade contra a Secretaria de Educação em relação ao Projeto Cultural de Educação “João Mulungu vai ás Escolas”, e seu conteúdo racista extensivo as ações da Mídia sergipana.
Art.04 – A impossibilidade de manutenção da Entidade antes a violação dos seus direitos em prestar serviços ao Estado, suas dívidas acumuladas pelas constantes perseguições e sua recusa em ser Entidade de aluguel, vinculada a Partidos e políticos.
Art.05 – Considerando a incapacidade de combater o Racismo Institucional no interior do governo e seus gestores no exercício de suas atribuições. Antes os dispostos exarados pelo Ministério Público Federal e, diante do referendo, encerram-se as atividades e extingue-se a Entidade.
Art.06 – Que seja encaminhada comunicações aos órgãos e Cartórios, que a Entidade dispõem de registros e cadastros, para o procedimento de extinção.
Cumpra-se
e
Publique-se
Aracaju, Sala da Coordenação Geral, em 22 de Agosto de 2010.
José Severo dos Santos
Encerra as atividades da Casa de Cultura Afro Sergipana,
extinguindo a Entidade criada em 18 de outubro de 1968
e dar outras providencias.
O Coordenador Geral, no uso de suas prerrogativas Estatutárias, Extingue a Entidade e dar por encerrada suas atividades, conforme as considerações.
Art.01 – Considerando as perseguições funcionais e operacionais a que a entidade vem sofrendo por parte do Governador Marcelo Deda e do Prefeito Edvaldo Nogueira, desde que se instalaram no espaço do poder executivo.
Art.02 – Considerando a ação negativa da mídia sergipana em excluir a Entidade e as questões do coletivo negro sergipano, apresentada por sua representação, negando espaços para suas comunicações.
Art.03 – Considerando os procedimentos administrativos do Ministério Público Federal N 440/2010, de 03 de agosto, entregue em 21 de agosto, desqualificando as denuncias da entidade contra a Secretaria de Educação em relação ao Projeto Cultural de Educação “João Mulungu vai ás Escolas”, e seu conteúdo racista extensivo as ações da Mídia sergipana.
Art.04 – A impossibilidade de manutenção da Entidade antes a violação dos seus direitos em prestar serviços ao Estado, suas dívidas acumuladas pelas constantes perseguições e sua recusa em ser Entidade de aluguel, vinculada a Partidos e políticos.
Art.05 – Considerando a incapacidade de combater o Racismo Institucional no interior do governo e seus gestores no exercício de suas atribuições. Antes os dispostos exarados pelo Ministério Público Federal e, diante do referendo, encerram-se as atividades e extingue-se a Entidade.
Art.06 – Que seja encaminhada comunicações aos órgãos e Cartórios, que a Entidade dispõem de registros e cadastros, para o procedimento de extinção.
Cumpra-se
e
Publique-se
Aracaju, Sala da Coordenação Geral, em 22 de Agosto de 2010.
José Severo dos Santos
VILIPÊNDIO INSTITUCIONAL - A SAGA DA ARROGÂNCIA PARTIDÁRIA
ATA DE DISSOLUÇÃO DA CASA DE CULTURA AFRO SERGIPANA
Ao 23 dia do mês de Agosto às 20 horas reuniram-se na sede social da Entidade situada na Rua Goias 802, Bairro Siqueira Campos em Aracaju, Capital do Estado de Sergipe,membros da Diretoria, comunidade e representes de Entidades conforme aviso convocatório para esta finalidade. Assumindo a Presidência dos trabalhos e da mesa o Sr José Severo dos Santos, Coordenador Geral, sendo secretariado por mim Maria Neuza dos Santos. Deu-se o inicio na Assembléia. O Sr. Presidente leu a Portaria 01/10 para que todos tomassem conhecimento do seu conteúdo, deu uma breve, mas detalhada explicação a respeito da situação atual da Entidade, tanto na parte estrutural como financeira que está absolutamente inviável devido as perseguições a que vem sendo vítima por parte do poder público, seus gestores e a partidarização do Movimento Negro inviabilizando as ações em torno das questões e condições da comunidade, agravada pela interpretação que o Ministério Público Federal através de sua Promotoria Regional, deu as denuncias ali protocoladas contra o governo e mídia, tendo como eixo as discriminações e perseguições movidas em torno do Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai ás Escolas, prejudicando as obras do Núcleo de educação, bem como as dívidas acumuladas há mais de seis anos em torno da construção, levando suas dívidas pessoais a montantes saldadas só em 2015, tendo em vista a Entidade nunca ter sido alvo de financiamento, ajudas ou contribuições de governo, principalmente pela sua linha de atuação em favor da comunidade e criticas ao governo na sua luta contra o racismo e discriminações e a campanha que vem sendo feita denunciando o Racismo Institucional. Por decisão unânime, foi deliberada a extinção da Entidade,ficando os bens remanescentes,e os débitos existentes, serão oportunamente destinados a uma ou mais instituições congêneres a serem determinadas pela Coordenadoria que promoverá junto a orgãos e instituições a baixa da Entidade, no prazo máximo de 30 dias a contar da presente data. Assim, por nada mais dever ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a assembléia, sendo a Ata devidamente assinada por min e pelo Presidente.
Aracaju, 23de Agosto de 2010.
Maria Neuza dos Santos José Severo dos Santos.
Ao 23 dia do mês de Agosto às 20 horas reuniram-se na sede social da Entidade situada na Rua Goias 802, Bairro Siqueira Campos em Aracaju, Capital do Estado de Sergipe,membros da Diretoria, comunidade e representes de Entidades conforme aviso convocatório para esta finalidade. Assumindo a Presidência dos trabalhos e da mesa o Sr José Severo dos Santos, Coordenador Geral, sendo secretariado por mim Maria Neuza dos Santos. Deu-se o inicio na Assembléia. O Sr. Presidente leu a Portaria 01/10 para que todos tomassem conhecimento do seu conteúdo, deu uma breve, mas detalhada explicação a respeito da situação atual da Entidade, tanto na parte estrutural como financeira que está absolutamente inviável devido as perseguições a que vem sendo vítima por parte do poder público, seus gestores e a partidarização do Movimento Negro inviabilizando as ações em torno das questões e condições da comunidade, agravada pela interpretação que o Ministério Público Federal através de sua Promotoria Regional, deu as denuncias ali protocoladas contra o governo e mídia, tendo como eixo as discriminações e perseguições movidas em torno do Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai ás Escolas, prejudicando as obras do Núcleo de educação, bem como as dívidas acumuladas há mais de seis anos em torno da construção, levando suas dívidas pessoais a montantes saldadas só em 2015, tendo em vista a Entidade nunca ter sido alvo de financiamento, ajudas ou contribuições de governo, principalmente pela sua linha de atuação em favor da comunidade e criticas ao governo na sua luta contra o racismo e discriminações e a campanha que vem sendo feita denunciando o Racismo Institucional. Por decisão unânime, foi deliberada a extinção da Entidade,ficando os bens remanescentes,e os débitos existentes, serão oportunamente destinados a uma ou mais instituições congêneres a serem determinadas pela Coordenadoria que promoverá junto a orgãos e instituições a baixa da Entidade, no prazo máximo de 30 dias a contar da presente data. Assim, por nada mais dever ser tratado, o Sr. Presidente deu por encerrada a assembléia, sendo a Ata devidamente assinada por min e pelo Presidente.
Aracaju, 23de Agosto de 2010.
Maria Neuza dos Santos José Severo dos Santos.
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