Depoimento de Severo D’Acelino
'"Quando o governador Marcelo Deda do PT e seu pessoal nos perseguem e impedem as nossas ações, excluindo e violando os nossos direitos, quem perde somos nós e por extensão o Estado."
Estudo de Caso / 01.
A minha prática na construção poética e contista da literatura afro negra sergipana, sofrendo as perseguições dos gestores de órgãos do estado, dificultando a nossa trajetória e impedindo a sua edição por pura discriminação racial pois, para eles a minha leitura a leitura de negro, coisa de negro, não merece o olhar do governo. Isso impede que o negro surja como autor. Que exista uma literatura negra em Sergipe, pois a mentalidade escrava dos gestores , impõem um ambiente colonialista e dominador da casa grande onde os negrinhos não tinham serventias como produtores de expressões intelectuais e literatura negra são as estórias que as negras velhas inventavam para acalentar os sinhozinhos aos seus cuidados.
Só um governador autocrático e personalista com gestores reducionistas e sem nenhum passado relevante, pode se permitir esse tipo de arrogância e violar por violar os direitos de alguém que vem sistematicamente construindo uma teia de história suspensas pelo hiato do etnocidio a que subordinou os negros no passado tão recente. O Poder expressa a incapacidade e insegurança destas tristes autoridades autoritárias e covardes.
O nosso projeto sobre a poemática afro negra sergipana, busca o referencial de uma revisitação ancestral a inclusão do negro contemporâneo, assinalando suas questões e condições numa realidade onde a psicologia exprime a tensão e reflexão, expondo a filosofia coletiva no canto de indagação.
O levantamento histórico e cultural das tradições afro negra dos municípios sergipanos, numa ação presencial dos episódios dos seus arquivos humanos povoarem o universo fantástico dos Contos Afro Sergipano, dizendo suas estórias, mostrando seus eventos e cotidianos, mostrando suas dores, emoções, olhares e visões de suas vidas agregadas as suas tradições, manifestos e emoções.
Assim foram os mais de trintas Contos que cruzaram o portal de revisitações e resgataram o cheiro, os sons e cores do passado ali presente da imaginação e no inconsciente coletivo, desprezado pela cultura dominante em sua arrogância intelectual, acadêmica e racial.
Como existir uma literatura afro negra em Sergipe se, ao contrário de outros Estados da Federação, não tem visão de conjunto e não se expressa como um Estado Brasileiro e sim como um Estado segregador,na sua ânsia de civilização eurocêntrica para a qual do negro só interessava seus tesouros, força de trabalho , patrimônio histórico, artes e tudo mais que a Europa detém do continente pela força, pelo saque e pela invasão.
Mas essa Europa depois reconheceu alem dos saques, a importância intelectual dos negros, Sergipe não. Para Sergipe +reconhecer o negro, ele tem que ser reconhecido como gênios por outras instancias. Melhor se for reconhecido pela Europa, pois o eurocentrismo aqui é terrível no seio das academias e dos intelectuais cascas grossas.
Os poucos negros que foram editados ou reconhecidos pela elite dita intelectual e do poder, foram aqueles que não envolveram o coletivo em suas produções e manteve o negro como objeto de estudos e como marginais em seus manifestos poéticos literais. Apresentando o negro como um Zé ninguém, cabisbaixo, subservientes ou marginais e assassinos, párias da sociedade e incapazes de iniciativas progressistas ou de mando. Estes são citados pela chamada academia de letra de Sergipe que se manifesta sempre em função do passado, impedindo qualquer avanço ou inovação, diferente das outras Academias que buscam inovar e reconhecer no negro o protaganismo da construção da Academia e do saber objetivo em suas manifestações .
Diversas Coletâneas são produzidas com cânticos negros, produzidos por negros, em Academias e edições independentes. A Academia de Letras da Bahia se associa com empresas para promover concurso de Contos Negros e aqui em Sergipe, somos descartados por diversas dificuldades que vão desde o titulo da obra, as revisões ortográficas, como se a criatividade de um autor/artista dependesse de revisão ortográfica e gramatical.
Sergipe é o Estado mais Racista da Federação, e isso não será modificado enquanto não tivermos dirigentes de outros DNAs, que venham governadores do Sul, prefeitos de Minas Gerais e certamente com essa transfusão de sangue, possa ser um Estado presencial e dinâmico, acolhedor e, sobretudo multicultural com respeito a diversidade etno histórico e cultural.
Neste sentido, Sergipe terá uma Literatura Negra e os Negros serão reconhecidos, valorizados e, sobretudo propugnando a auto identificação deste Estado Negro, sem cultura e sem identidade, por pura idiossincrasia racial. Aí deixará a besteira de querer ser um Estado Eurocêntrico, para ser um Estado Brasileiro nordestino e o menor da Federação, mas um Estado com É maiúsculo.
Governador Democrático é aquele que sabe conviver com as diferencias, respeitar o contraditório, oposição e críticos. Os governadores inseguros, arrogantes, vaidosos, covardes, subservientes, fazem do cargo seu instrumento de vingança, não tem amigos e sim reféns, agem contrariamente do Governador Democrático que se caracteriza pela sua liderança, já o governador autoritário, covarde, se notabiliza pelo terrorismo, é o Chefe a quem todos devem temer pela sua força de falsidade e traição.Esse só será respeitado enquanto estiver no poder.
Sergipe será um Estado Democrático, quando for governado por uma pessoa do sul do pais, seja homem ou mulher, a mesma coisa de aplica a prefeitura da capital, pelo menos uma Mineiro ou uma Mineira, aí teremos Cultura Negra e seremos representados em todos os níveis e por fim haverá respeito as instituições e procuradores representarão o povo e não o governador ou o partido dominante.
Governador, porque até hoje, sete anos depois do Decreto, ainda não foi implantado a cultura negra nas grades curriculares, mesmo que o Ministério Público aceite as mentiras das secretarias de educação? É porque o Negro e o Índio, (inclusive dizem da sua descendência, hoje ariano), não tem importância civilizatória no espaço intelectual e político do Estado, mesmo que os vaqueiros sejam considerados desbravadores nas Matas de Itabaiana. Oke Caboclo. Saravá com seu Gibão de Couro, os escalpes dos Pretos.
O racismo institucional se revela através de mecanismos de intituições públicas,privadas, explícitos ou não, que dificultam o fim da desigualdade entre negros e brancos. Praticado pelas estruturas públicas e privadas do estado, o racismo institucional é o responsável pelo tratamento diferenciado entre negros e brancos em políticas como a de educação, trabalho e segurança pública, e também nos meios de comunicação sergipana.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
domingo, 29 de agosto de 2010
A SINDROME DO ARIANISMO SERGIPANO & A LIMPEZA ÉTNICA NO COTIDIANO.

A Síndrome do Arianismo.
O Brasil busca sempre referenciais americanos (EEUU), para sustentar as teses dos seus projetos e cristaliza o status que se á bom para os Estados Unidos, é bom para o Brasil, que espera sempre por uma ação daquele país para aprovar seus projetos. O mais recente foi as Ações Afirmativas, mas, não aceita o referencial racial em prática ali naquele País, onde o Negro, são os Pretos, Pardos e Mulatos, enfim os tais 10% de sangue negro, aquele que em nossa Colônia, num passado não tão distante, era exigido para o serviço público, serviços religiosos, militar, eleitoral etc. Hoje no Brasil o ser negro se torna uma questão de geografia, pois os brancos de Sergipe, são Negros em São Paulo e no Sul do País. Lá o modelo americano estar em plena prática no cotidiano de grande parte da população, seja engajada politicamente no Movimento Negro ou não. Trata-se de Consciência Política.
Aqui em Sergipe, o Arianismo se amplia para os Pardos e Mulatos, só os Pretos são Negros, os chamados de “ Tribufu, Macacos, Carvão, Urubu, Diabo, etc. Aqueles que nunca tem razão e são discriminados pelos próprios negros genéricos, Os Pretos, macumbeiros, Bichos, os suspeitos, malandros, maconheiros, marginais, mal encarados, os que nas delegacias e tribunais, mesmo tendo razão e reconhecidamente vítimas, já chegam com 50% de suspeitas e assim recebidos e tratados, onde delegados e juízes se dirigem primeiro aos réu por não serem pretos”
Aqui, as tal política de Ação Afirmativa, gerenciada por genéricos e Arianista, é um problema de falso negativo e o olhar de governo e estado, um problema de confusão, onde o hiato social está presente nas ações dos gestores públicos por indução do governador. Uma incógnita do delírio explicito da limpeza étnica dos negros induzidos a brancura, a política branqueadora do poder controlador, cristalizando a idiossincrasia racial e a psicologia do recalque. É Triste Ser Negro em Sergipe se o ser negro no Brasil já é complexo e um exercício de alta periculosidade em Sergipe o caso é aterrador.
O CENSO 2010 do IBGE, trará o indicadores da limpeza étnico racial com o maior insulto a inteligência, do mais liberal e crédulo dos intelectuais ditos ativista dos Direitos Humanos. Vai ser um alivio para os governos ditos socialistas, pois não terão mais as preocupações de arquivar os projetos de políticas publicas para os negros e comemorarão seus maiores crimes contra a humanidade, a cristalização do racismo institucional através da mal fadada kotas, o inicio da limpeza racial através sucateamento da educação .
Diferentemente de Sergipe onde os Negros não querem ser negros e odeiam negros no Maranhão politicamente os negros têm orgulho de ser negros, curtem sua raça e esnoba nos manifestos de suas culturas, assinalando em cada referencia a sua raiz ancestral. Assim é na Bahia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco, só para citar por onde andei e aprendi a ter orgulho de ser Negro, agora, ser orgulho de ser sergipano é outra história que ainda nestas seis décadas ainda não materializei por varias questões, talvés de realidade aumentada onde o ambiente é gerado predominantemente no mundo real, sem distorções do realismo virtual de visão ótica por projeção.
sábado, 28 de agosto de 2010
INVISIBILIDADE DO NEGRO EM SERGIPE // IBGE CENSO 2010

COM OS RESUSLTADOS DO IBGE O NEGRO JÁ ERA
SERGIPE – O Estado mais negro e mais racista do Brasil, agora com o resultado do IBGE, ficará branco. Acontece que aqui o Negro é o Preto e pela estratégia que o IBGE colocou em prática, até o Preto vira branco.
Qual o Negro( Preto, Pardo e Mulato), vai querer se assumir numa sociedade excludente e Maniqueísta? Extremamente Racista onde o Racismo Institucional promove a Racialização da sociedade cristalizando o Apartheid mais feroz que os primeiros surtos da África do Sul?
Ai se pergunta, se em Sergipe o0 Negro é o Preto, quantos pretos têm no staff do governador. Quantos Desembargadores; Presidentes de Estatais; Secretários; Superintendentes etc, só no referendo de cargos que independem de concursos. E citando os concursos, principalmente dentre o funcionalismo: Quantos e quais os pretos que exercem cargos de mandos neste que se diz governo das “mudanças”. Como está a comunidade negra neste governo? Quais as políticas públicas que se lhes dirigem? A Dominação da Criminalidade, o crak talvez, quem sabe.
No questionário do IBGE consta uma pergunta relativa a cor/raça e são oferecidas as opções Branca, Preta, Amarela, Parda ou Indígena (nesta ordem). O recenseado tem que se autoclassificar. Segundo relatam alguns recenseadores, na hora de se autoclassificarem, muitas pessoas visivelmente negras (de pele escura) se declaram pardas ou brancas. Alguns alegam, em sua defesa, que essa é a cor/raça que consta em sua certidão de nascimento.
Sergipe vai fazer a festa, com uma população eminentemente negra, sem nenhuma política voltada para esse segmento que padece até na educação, com o Racismo nas Escolas e na Educação, ate hoje não foi implantado a cultura negra na grade e olha que o governador(pardo) é compadre do Presidente, já pensou se não fosse. Agora Sergipe será um Estado Branco Arianista e o Negro que se dane e continue sem nenhuma referencia nos órgãos do Estado e no staff do governador. Antes era 86% da população absoluta do Estado, agora será pouco mais de 15% se as previsões se confirmarem.
RAPIDOS COMENTÁRIOS (Re) QWUILOMBOHOJE
Rápidos comentários sobre dois eventos de 2010
CENSO 2010
Conversando com algumas pessoas que estão trabalhando no censo, chegamos à conclusão de que o número de afrodescendentes
neste país continuará sendo subestimado. No questionário do IBGE consta uma pergunta relativa a cor/raça e são oferecidas
as opções branca, preta, amarela, parda ou índigena (nesta ordem). O recenseado tem que se autoclassificar. Segundo nos
relatam os recenseadores, na hora de se autoclassificarem, muitas pessoas visivelmente negras (de pele escura) se declaram
pardas ou brancas. Alguns alegam, em sua defesa, que essa é a cor/raça que consta em sua certidão de nascimento.
Realmente uma pergunta relativa a cor pode dar margem a respostas variadas. Cor, existem várias. Mas aqueles que têm mais
informação e consciência sabem que quando se fala de cor/raça fala-se daquela divisão já consagrada na cultura ocidental,
representada nas opções do IBGE (que talvez não tenha sido a melhor escolha).
E aí cabe a essas pessoas com mais informação (nós, que temos acesso a um computador e internet, p. ex.) dar um toque em
seus irmãos/irmãs/parentes/vizinhos sobre a importância de eles/elas falarem a sua real cor/raça/etnia para a gente poder
conhecer o verdadeiro rosto do Brasil.
ELEIÇÕES
Lendo um artigo sobre a eleição de legisladores mulatos no Brasil pós-independência
(http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4646895-EI6578,00.html) a impressão que dá é que perdemos alguma coisa no
caminho. No Brasil, parece que nunca houve algo como um "voto racial" (ao menos não por parte das populações excluídas),
uma maneira de um grupo étnico eleger pessoas para representar seus interesses (os do grupo), embora tenha havido
tentativas nesse sentido desde pelo menos a Frente Negra, na década de 30 do século passado. Sistema de representação
desacreditado, muitos políticos sem credibilidade, tudo isso ajuda o afastamento. Mas muitos são eleitos e continuamos
maciçamente "de fora" (um ou outro da base ou famoso consegue furar o cerco). Exclusão que reflete outras exclusões (TV,
cargos com melhor remuneração etc.).
Alguns dizem que se houvesse um voto racial no Brasil, a população negra elegeria quem quisesse... Quem sabe... Um voto
mais consciente das desigualdades já seria grande progresso...
CENSO 2010
Conversando com algumas pessoas que estão trabalhando no censo, chegamos à conclusão de que o número de afrodescendentes
neste país continuará sendo subestimado. No questionário do IBGE consta uma pergunta relativa a cor/raça e são oferecidas
as opções branca, preta, amarela, parda ou índigena (nesta ordem). O recenseado tem que se autoclassificar. Segundo nos
relatam os recenseadores, na hora de se autoclassificarem, muitas pessoas visivelmente negras (de pele escura) se declaram
pardas ou brancas. Alguns alegam, em sua defesa, que essa é a cor/raça que consta em sua certidão de nascimento.
Realmente uma pergunta relativa a cor pode dar margem a respostas variadas. Cor, existem várias. Mas aqueles que têm mais
informação e consciência sabem que quando se fala de cor/raça fala-se daquela divisão já consagrada na cultura ocidental,
representada nas opções do IBGE (que talvez não tenha sido a melhor escolha).
E aí cabe a essas pessoas com mais informação (nós, que temos acesso a um computador e internet, p. ex.) dar um toque em
seus irmãos/irmãs/parentes/vizinhos sobre a importância de eles/elas falarem a sua real cor/raça/etnia para a gente poder
conhecer o verdadeiro rosto do Brasil.
ELEIÇÕES
Lendo um artigo sobre a eleição de legisladores mulatos no Brasil pós-independência
(http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI4646895-EI6578,00.html) a impressão que dá é que perdemos alguma coisa no
caminho. No Brasil, parece que nunca houve algo como um "voto racial" (ao menos não por parte das populações excluídas),
uma maneira de um grupo étnico eleger pessoas para representar seus interesses (os do grupo), embora tenha havido
tentativas nesse sentido desde pelo menos a Frente Negra, na década de 30 do século passado. Sistema de representação
desacreditado, muitos políticos sem credibilidade, tudo isso ajuda o afastamento. Mas muitos são eleitos e continuamos
maciçamente "de fora" (um ou outro da base ou famoso consegue furar o cerco). Exclusão que reflete outras exclusões (TV,
cargos com melhor remuneração etc.).
Alguns dizem que se houvesse um voto racial no Brasil, a população negra elegeria quem quisesse... Quem sabe... Um voto
mais consciente das desigualdades já seria grande progresso...
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
DEPOIMENTO - DISCUTINDO AS RELAÇÕES ( I )

Depoimento de Severo D’Acelino
O pessoal que faz o movimento negro se distancia entre si, desde os primeiros momentos onde busca através da observação e da adaptação, identificar os elementos mais importantes para determinar a sua posição e em quem vai apoiar para ter visibilidade e que vai bater para marcar posição. O quem é quem se dar até mesmo antes de sua entrada em algum grupo.
Estar sempre atento para identificar os segredos e fragilidades de alguém, principalmente dos destacados. Não há hierarquia no âmbito do movimento e as supostas lideranças são alvos de toda forma de intrigas onde se observa os princípios dos conflitos entre liderança e individuo, estendendo-se para o âmbito mais amplo envolvendo lideranças, grupos e comunidade, cristalizando as veias abertas do racismo, no interior do movimento negro.
Sentimentos de invejas despontam a simples observação de crescimento ou visibilização de algum participante, grupo ou liderança, daí há uma união sistêmica e espontânea dos demais no sentido de desequilibrar o processo que se inicia ou se estabilize em torno da vítima, desprezo, ódio, falsidades e intrigas passam a ser as ferramentas das relações.
Dificilmente alguém ou algum grupo, entidade, ONG ou até mesmo instituição, reúna as representações do movimento para uma ação, seja ela, debate, festa, confraternização etc. Mesmo que seja o governo que promova e patrocine, haverá sempre as discriminações, onde muitos são excluídos.
Todos querem tirar vantagens pessoais e ninguém está interessado na consecução dos objetivos, onde o conjunto será beneficiado, o mercenarismo fala mais alto, assinalando as intenções e o individualismo, onde se insere no maniqueísmo cristalizado ,os que tem e os que dependem.
As picaretagens, intrigas, conspirações dentre outros requintes, propiciaram os protaganismo das construções de criações de fatos políticos para favorecer os interesses mais baixos e mesquinhos de determinados grupos para ter visibilidade na mídia e marcar espaço.
O Racismo nos Partidos potencializa o racismo e as violências no movimento negro, principalmente as práticas das violências partidárias e sindicais em se referindo ao partido dos trabalhadores que inaugurou um movimento negro predatório e se faz de cego e mudo diante das violências diuturna que seus membros fazem contra as lideranças negras do estado, principalmente as lideranças que não se alinharam as novas ordens do partido.
Os marginais e mercenários, os maus caráter a serviços de partidos para desestabilizarem o movimento e violentar seus membros, continuam crescendo, principalmente em época de eleições ou na blindagem de membros dos partidos e autoridades dos seus interesses.
Com o advento do PT no executivo em Sergipe, o movimento negro que já claudicava sem identidade, sofreu um radical impacto e foi esfacelado definitivamente com o esvaziamento e extinção das ações conjuntas e de muitos grupos que simplesmente deixaram de existir, diferente do seu apogeu nos anos noventa, quando registrou o maior crescimento e produção de ações, para declinar aos poucos com as investidas do PT que se apresentava no legislativo como um dos maiores aliados na luta dos negros.
A simpatia pela violência e pela arrogância foi o indicativo do PT para o recrutamento de sua gangue terrorista para impor sua pauta e domínio no sobre o movimento, impedindo o surgimento de projetos locais, para que os seus fossem referencia nacional e nisso a construção de uma rede, para reforçar suas palavras de ordens. Ao descontentes, o enfrentamento da sua gangue, ou seja, a “brigada negra”, tendo como objetivo, o atrelamento das ações e projetos e entidades ou o seu esfacelamento.
Dividir para reinar, foi conjugado: Destruir para reinar e até hoje, não admite criticas ou controvérsias as suas ordens. Com ele não há contraditório.
O despreparo intelectual e psicológico permeia o grupo a “brigada negra” a serviço do PT que chega a fazer inveja aos psicopatas do ‘esquadrão da morte’ que só pensam com os pés, braços e dedos, para as torturas e mortes das suas vítimas. Este são os instrumentos e ferramentas do terror para quem quer sobreviver ao domínio do PT .
O Projeto Cultural de Educação João Mulungu vai ás Escolas, em sua melhor fase de atuação e ajustamento metodológico, foi excluído da administração do PT, simplesmente porque dava uma certa independência a Casa de Cultura Afro Sergipana que já edificava o seu Centro de Pedagogia Afro Sergipana com amplas salas de aulas para qualificação e capacitação de professores, através de cursos de extensão. A Entidade ficou proibida e excluída de prestar serviços ao estado e ainda levou uma multa milionária da prefeitura, parceira do PT.
Esse projeto foi instalado no governo de um dos aliados do PT e mantido também no governo anterior, governo este que recebia todo tipo de criticas por parte da Entidade e de sua Coordenação, mais, nunca colocou a repressão em cima da Entidade, nunca nos faltou a mídia e nem os serviços públicos e até fomos acusados de usar o projeto para fazer campanha para o PT em Boquim e, mesmo sabendo que nosso projeto fora suspenso por conta da denuncia, o PT após ter sua vitoria nas urnas, foi o primeiro a excluir a possibilidade de o projeto retornar e nos acusou de ser “homem de João Alves” e nos excluiu da mídia e dos serviços públicos.
Sofremos com o PT o que não sofremos com governo nenhum e principalmente com a ditadura militar, mesmo tendo os agentes federais invadindo e censurando nossas ações. Qualquer jornalista ou estudante pode fazer uma pesquisa de amostragem sobre o crescimento do Movimento Negro neste período até o PT e descobrirá a origem de sua extinção.
Hoje o Movimento Negro é Chapa branca, se articula em torno dos gabinetes dos políticos do PT e todos seus participantes, remunerados e desenvolvem projetos para o governo com verbas altíssimas e para tal, gozam de informações privilegiadas.Se fosse do interesse do PT certamente a imprensa sergipana divulgaria. Criar dificuldades para Vender Facilidades. Ou se junta ou se Fo..., como disse uma grande liderança petista, hoje de cadeiras de rodas, vítima do próprio partido e companheiro.
Hoje o PT com uma tal coordenação de igualdade racial, comete todas as atrocidades contra o coletivo negro, principalmente quilombolas e comunidade de terreiro, grupos perversamente discriminados pelo psicopata que foi colocado lá e que se intitula o fundador do movimento negro de Sergipe, evoca o passado da colônia onde grupo de negros, supliciavam os negros a mando dos senhores de escravos e se materializaram em capitães do mato.
Esse grupo leva seu terrorismo até as vias públicas das periferias, quando nos vêem passam com seus carros em disparada fazendo ameaças: “Você morre seu filho d...” e se mandam sem mostrar a cara, características dos covardes a serviços dos políticos do PT. Gente suja para ações sujas, baixa, criminosas mostra o descompromisso deste partido com o coletivo e o controle social do partido no governo, cada um político tem sua brigada particular com ordens para destruir.
Correr na Deputada para pegar dinheiro para fazer a Macumbinha contra Severo.
terça-feira, 3 de agosto de 2010
(RE) JUIZA NEGRA AUTORA DE LIVRO SOBRE RACISMO

Primeira juíza negra do país e autora de livro sobre racismo.
(Postado por Rivaldo, de Salvador em 8 maio 2010)
A juíza Luislinda Dias de Valois Santos , lançou em 2009 seu primeiro livro, “O negro no século XXI”, pela editora curitibana Juruá.
Em setenta e duas páginas, Luislinda faz um ensaio sobre a situação atual do negro em diversas áreas, como lazer, educação, trabalho, justiça social, políticas públicas, esporte.
A juíza abandona o ‘juridiquês’ e escreve numa linguagem simples e direta, de fácil compreensão.
Luislinda ainda terá sua vida contada no livro “A juíza que rodou a baiana”, escrito pela jornalista Lina de Alburquerque e que deve ser lançado no final deste ano. “O projeto prevê cerca de cinquenta horas de gravação de entrevistas com a personagem e pessoas diretamente ligadas a ela”, conta Lina.
É sempre o negro o delinquente
O professor pediu o material de desenho, a custo o pai de Luislinda conseguiu comprar um, meio remendado. Pois bastou o professor ver o material para magoá-la para sempre. “Menina, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”.
Ela chorou, ainda se emociona quando relembra, 58 anos depois. Mas tomou coragem e retrucou: “Vou é ser juíza e lhe prender”. A primeira parte, ela cumpriu. Em 1984, a baiana Luislinda Valois Santos tornou-se a primeira juíza negra do País.
Não à toa, também foi ela quem proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Em 28 de setembro de 1993, condenou o supermercado Olhe Preço a indenizar a empregada doméstica Aíla de Jesus, acusada injustamente de furto. Aos 67 anos, lança em agosto seu primeiro livro, “O negro no século XXI”.
Como foi sua infância? Imagino que não tenha tido muitos recursos…
Faça uma pequena ideia (risos). Minha mãe era lavadeira e costureira e meu pai era motorneiro de bonde. Minha infância foi miserável, mas meus pais sempre primaram pela educação e pela nossa saúde. Quando eu tinha 9 anos, estava começando a estudar, um professor pediu um material de desenho e meu pai, coitado, não pôde comprar o que ele pediu, mas comprou outro.
Quando cheguei à escola, feliz da vida, ele disse: “Menina, se seu pai não pode comprar o material, deixe de estudar e vá aprender a fazer feijoada na casa dos brancos”. Imagine como foi marcante pra mim (chora). Saí chorando. Mas sou muito impetuosa. Voltei, fui em cima dele efalei: “Não vou fazer feijoada para branco, não. Vou é ser juíza e lhe prender”.
Em casa, ainda tomei uma baita surra do meu pai. Naquela época, não se podia desrespeitar professor.
Começou a trabalhar cedo?
Com 7 anos, quis aprender datilografia e, para pagar o curso, minha mãe sugeriu que eu lavasse aquelas fraldas de pano que se usava na época. Aí fiz isso. Mas, trabalhar realmente, comecei com 14 anos, como datilógrafa.
Comecei na Companhia Docas da Bahia e, logo em seguida, minha mãe tinha acabado de morrer, me arrumaram um trabalho no DNER (Departamento Nacional de Estradas e Rodagem, hoje Dnit). Fui crescendo lá: trabalhei como escrevente, escriturária, chefe de orçamento.
Estudei filosofia, não concluí, depois comecei teatro, mas meu pai não me deixou cursar, disse que era coisa de prostituta. Aí, um dia, decidi fazer direito. Já tinha uns 34, 35 anos.
Me inscrevi e passei na Universidade Católica. Me formei aos 39 anos, no dia 8 de dezembro e, no dia 9, começaram as inscrições para o concurso de procurador do DNER.
Passei em primeiro lugar no Brasil. Mas não pude assumir aqui.
Por que não?
A pessoa que passou em último também era daqui da Bahia. Como eu não tinha padrinho político, algumas autoridades me puseram numa sala e falaram: “Doutora, precisamos da sua vaga aqui. Vamos lhe oferecer Sergipe ou Paraná”. Aí falei: como vocês estão me mandando embora, vou logo para longe. Fui para o Paraná. Com 90 dias, o chefe da procuradoria de lá se aposentou e fui designada para a vaga dele. Morei lá quase 8 anos.
Li que, antes de estudar direito, a senhora participou de um concurso de beleza. Como foi isso?
Trabalhava no DNER, tinha uns 20 anos, e um dia me chamaram na diretoria e falaram: “estão abrindo um concurso da Mais Bela Mulata e você vai ser a nossa miss” (risos). Aí eles foram falar com meu pai. Era de maiô e tudo, imagine…
Meuu pai ficou bastante reticente, mas por fim pediu a seu Rangel, que era o chefe do administrativo, para assinar um documento se responsabilizando pela minha integridade física (risos). A integridade física da época era a tal da virgindade, a preocupação era essa.
Teve várias etapas. As mais importantes foram no Forte de São Marcelo e na Rua Chile, que era o point. Ganhei como Miss Simpatia.
E como se tornou juíza?
Estava em Curitiba e vim de férias para cá, soube do concurso pelo jornal A TARDE, que meu pai comprou. Falei: pronto, é agora. No dia seguinte, fiz a inscrição e as provas. Aí, uma noite, o telefone tocou e a menina disse que eu tinha sido aprovada. Acordei meia Curitiba, né? (risos).
O fato de ser a primeira juíza negra do Brasil só me dá responsabilidade. Até hoje só temos dois ministros negros nos tribunais superiores. Por que isso? A inteligência não é privacidade de nenhuma raça. Até porque só existe uma raça, a humana. Ser juíza não é difícil. É só ter bom senso, estudar de manhã, meio-dia, de tarde e de noite e gostar de lidar com gente.
Não pode pensar que, só porque o cidadão é marginal, ele já merece estar enclausurado. Primeiro se vai ver por que aquele sujeito virou marginal.
A sociedade é quem escolhe quem vai delinquir. E te digo mais: nesse momento, a sociedade escolheu que é o negro, pobre, jovem, da periferia. Na hora que se tem de condenar, se não tiver a quem condenar, se condena o negro, mesmo que ele ainda esteja no ventre da mãe.
A senhora falou que não é “porque o cidadão é marginal que já merece estar enclausurado”. A sociedade espera uma resposta, de todo modo.
A sociedade não colabora para que as pessoas não cheguem a delinquir. O que é que se tem de dar? Oportunidades.
Primeiro, educação de qualidade e continuada. Imagine uma pessoa que tem oito, dez filhos, se depara uma manhã sem ter o pão para alimentar seus filhos. Se não tiver muito equilíbrio, faz bobagem.
Já se viu diante de um caso desse? Como a senhora agiu?
Já, no interior. Resolvi da seguinte forma: fui até o prefeito e consegui um serviço de jardinagem para ele.
A pena que dei foi que, com o primeiro salário, ele pagasse o que tinha pego. Nunca mais ouvi falar que esse rapaz fizesse nada de ilegal.
Digo sempre o seguinte: se tiver eu e uma loira juntas, o que sumir primeiro, fui eu que peguei. É sempre o negro que é o delinquente de hoje.
No seu trabalho como juíza, ainda sofre muito preconceito?
Sou a sétima juíza mais antiga do Estado e nunca consegui ser convocada para o Tribunal. Me sinto preterida.
Tenho certeza de que já era para eu ser desembargadora há muito tempo, preencho todos os requisitos.
Para se saber o que é racismo, é só ficar negro por 48h.
Certa vez, no juizado de Piatã, aproveitei o tempo para arrumar uns processos. Chegou uma advogada e falou: ‘O juiz vem hoje?’. Eu aí fiz um sinal para a moça não dizer que era eu.
A advogada ficou lá, reclamando que juiz nunca chegava na hora, coisa e tal. Na hora da audiência, subi, pus a toga e, quando ela me viu, não acertou fazer nada. Tive de adiar a audiência.
Falei: ‘Tenha paciência, a senhora toma um chazinho de erva-cidreira e, amanhã, nós continuamos’. Precisa maior racismo do que esse?
A senhora proferiu a primeira sentença contra racismo no Brasil. Como foi a repercussão do caso?
Me lembro bem. Aíla Maria de Jesus foi a um supermercado e quando estava saindo, o segurança a humilhou, disse que ela tinha posto na bolsa um frango congelado e dois sabonetes. Ela falou que, se ele chamasse a polícia, ela abriria a bolsa. Aí, a polícia chegou e viu que não tinha nada.
Na época, a repercussão foi que o feitiço virou contra o feiticeiro (risos). Comecei a receber ameaças, o pessoal ligava para a minha casa dizendo: “Onde é que essa negra faz supermercado?” Fiquei com medo e pedi afastamento, resolvi voltar para Curitiba.
Aí fui ao banco com meu filho, me sentei e ele foi resolver as coisas para mim. Passou um tempo o segurança ficou meolhando, depois veio outro, depois veio o gerente. E eu lá sem saber o que fazer. Pensei: se eu me mexer para pegar minha carteira de juíza, eles podem pensar que eu estou armada e me matar.
Quando meu filho voltou, criei alma nova. Ele falou: “O que é isso com minha mãe?”. E o gerente respondeu: “Ela ficou muito tempo aí sentada”. Chorei a tarde inteira.
No livro “O negro no século XXI”, a senhora diz que “a Justiça é inacessível ao negro pobre”. A senhora é uma das idealizadoras do Balcão de Justiça e Cidadania, que atende moradores das periferias. Isso vem melhorando?
Sim. Criei o Balcão de Justiça e Cidadania, o Justiça Bairro a Bairro, Justiça Itinerante da Bahia de Todos-os-Santos e o programa Justiça, Escola e Cidadania, para levar a Justiça às escolas públicas.
Recebi em Brasília, em 2006, o Primeiro Premio de Acesso à Justiça, pelo trabalho desenvolvido pelo Balcão.
A ideia é resolver conflitos pela mediação, inclusive divórcios, separações, pensão alimentícia, que são os casos mais frequentes.
As pessoas acham que, para ir até a Justiça, têm de estar com uma roupa muito arrumada, mas não precisa nada disso. Hoje, trabalho no juizado da Unijorge, que eu implantei.
Por que a Justiça na Bahia é uma das mais lentas no Brasil?
Primeiro, temos um número pequeno de magistrados e um número inaceitável de desembargadores. No Paraná, que é bem menor que a Bahia, são 120 desembargadores. Aqui, são apenas 35. É humanamente impossível. E a falta de recursos colabora bastante negativamente.
O movimento negro muitas vezes pleiteia políticas específicas, como as cotas. Isso não fere a Constituição, que diz que “todos são iguais perante a lei”?
Não se pode igualar os desiguais. Tudo que é inferior é encaminhado ao negro. As cotas são importantes, mas não permanentemente, porque senão parece esmola. É enquanto se equipara o ensino público e privado. O problema é que a qualidade da escola pública não melhora.
A maioria das vítimas de homicídio em Salvador são jovens negros. Qual é a parcela de responsabilidade da Justiça? Há apenas duas varas do júri para julgar esses casos.
Depois da visita a presídios, resolvi criar um projeto: Inclua no trabalho e na educação e exclua da prisão, para ocupar os jovens da periferia.
A televisão fica com aquele ‘compre, compre, compre’. O adolescente vê um tênis e quer adquirir, seja como for. Pai e mãe também não têm condições, saem para trabalhar, deixam o menino sozinho. O que acontece? O traficante vai e coopta.
O poder público é culpado por não dar condições para as famílias terem uma vida mais digna. Isso tudo vai desaguar no Judiciário, e falta estrutura.
No livro, a senhora também fala sobre aborto. É a favor da descriminalização?
Acho que se trata o assunto olhando somente a mulher pobre. A mulher rica faz aborto a todo instante, mas isso não vem a público, ela não morre, nem é presa.
Acho que tem de deixar de ser crime, sim. Ninguém aborta porque quer.
A senhora é de santo, e o pastor Márcio Marinho, da Igreja Universal, assina a contracapa do seu livro. Como é a relação de vocês?
Me criei no candomblé, sou filha de Iansã.
Acho que, primeiro, não se deve olhar a religião da pessoa, mas sim quem ela é.
Já fiz parcerias com a Igreja Universal, e eles sempre cumpriram o papel deles.
Link do original:
(RE) RACISMO AMBIENTAL

Quilombolas de Sergipe denunciam violência cometida por fazendeiros
Por racismoambiental, 10/06/2010 19:01
Adital – O cotidiano das comunidades quilombolas, no Estado de Sergipe, vem sendo marcado, pela violência dos fazendeiros, essa realidade vem atingindo, em particular, a Comunidade Remanescente de Quilombo Pontal dos Crioulos (Comunidade Lagoa dos Campinhos) no município de Amparo do São Francisco. Diante desse clima de terror e violência, no dia 21 de junho de 2010, os quilombolas da região farão, na cidade de Aracaju, um ato de denúncia contra os fazendeiros.
A violência que antes já existia, se agravou ainda mais com a assinatura do decreto de reconhecimento do Território da Comunidade Lagoa dos Campinhos, pelo Presidente Lula. Desde então os fazendeiros vêm articulando uma campanha de estímulo à violência. Essa violência vem se manifestando de várias formas, entre elas ameaças de morte por parte dos grandes e dos pequenos fazendeiros.
domingo, 1 de agosto de 2010
RACISMO NO MOVIMENTO NEGRO

RACISMO NO INTERIOR DO MOVIMENTO NEGRO
No início o Movimento Negro foi um dos maiores pilares do Movimento Social Brasileiro, que promovia a signo de mudanças sociais, atuando em diversas áreas, além do pensamento ideológico, irradiava a consciência nas comunidades atingidas por suas ações, ajudando na construção de identidade e nos debates das idéias.
Seus Militantes eram essencialmente ideológicos e se revezavam na luta diuturna no combate ao racismo e todas as formas de discriminações. A idéia era a expressão da Cidadania ampla e irrestrita. Não havia envolvimentos partidários, apesar de ser considerado um movimento de esquerda, pelo signo de luta e por suas propostas explicitas, nunca dependeu de políticos, partidos ou financiamento de estado.
Tinha seu desenvolvimento sustentável como prática, ampliando o sentimento de participação e solidariedade da comunidade e sociedade em geral. Seu crescimento era a olhos vistos, mesmo com a repressão do estado, através das policias e das discriminações a que eram alvos das forças repressoras.
Apesar de todas as opiniões contrárias, o Movimento Negro crescia e formava uma rede nacional com intercâmbios múltiplos entre si e com os organismos internacionais que a cada vez mais se engajava com o Movimento Social da Resistência Negra Brasileira que buscavam reforçar as experiências dos seus ancestrais,, revitalizar as ações dos seus Heróis Nacional e Locais no espelhamento das experiências das antigas lideranças, desconstruindo referendos históricos em torno da sua revisão.
Um movimento combativo, descobrindo novas lideranças e buscando novos parceiros como agentes multiplicadores em diversos grupos da sociedade para reforçar o signo da luta. As conquistas da periferia dos espaços Urbanos e Rurais, identificando hiatos sociais e raciais, buscando nos debates temáticos Alencar propostas a serem trabalhadas através da difusão e das denuncias, buscando alterar o perfil das políticas publicas e a inserção das questões e condições do coletivo negro excluído das ações de estado, com seus direitos violados.
As organizações assediadas foram inicialmente a OAB, a Imprensa, Universidades, Escolas, Sindicatos, Associações, Igreja, , propugnando mudanças de atitudes e comportamentos e buscando novas pedagogias de enfrentamentos nas discussões dos problemas do coletivo e dos problemas nacionais através de suas regiões.
Com a aproximação dos partidos políticos, o Movimento Negro, foi levado ao abandono ideológico e passou a ser reduto dos mais variados partidos, defendendo as mais variadas expressões, estagnando e criando quistos e atomização internas levando a constantes conflitos e com o cismo instalado, a divisão os conflitos entre lideranças e com a própria comunidade, iniciando o caos e instalando a locução dos partidos que passaram a competir entre si pelo domínio do Movimento Negro e, desde então foi instalado o Racismo no interior do Movimento Negros, atingindo todos seus indicadores, entre os mais fortes, o Religioso e o Quilombola, hoje o protagonista do Movimento Negro são os partidos, que definem as pautas de discussões e as ações a serem executadas.
As diversas expressões do movimento negro com o engajamento de seus militantes ao espaço de poder, passando a sinalizar os interesses dos partidos, se utilizando dos grupos como seus emissores para calar as vozes descontentes e brindarem os políticos de interesses dos partidos, desqualificando os membros denunciantes, se transformou em capachos do poder e de militantes ideológicos, passaram a militantes partidário e muitas das vezes, não servem nem aos partidos e nem ao coletivo negro, se transformaram em militantes de alugueis, cujos interesses defendem só os deles, em seus projetos pessoais individualizados através do status e proteção do poder que os corromperam.
Essa mudança de rumo, causou o esfacelamento do Movimento Negro, dando visibilidades as chamadas ONGs, todas elas ligadas aos partidos e acabando com as Entidades e grupos negros, muitos dos quais informais, hoje já não existem, pois as ONGs executam e defendem os programas e as palavras de ordens dos partidos aos quais pertencem e que lhes financiam para executarem as repressões que antes era da policia. Muitos deles estão exercendo funções nos diversos setores do governo e outros, recebem para cristalizar suas inércia, tornando a materialidade do parasita, são as reservas dos partidos e governo, pronta a entrarem em ação contra os críticos, contra as denuncias da comunidade.
Muitas destas ONGs são de políticos e graduados do governo e sindicatos, recebendo verbas de todas as origens para executarem inclusive, serviços para o próprio governo, pois com informações privilegiadas, estão sempre em atividades, passando como um trator por cima das ideológicas e que não se venderam e lutam por ações em defesa da comunidade e por isso são perseguidas e esvaziadas porque as pessoas tem medo de se aproximarem para não serem vítimas das perseguições do governo.
A violência deste recrutamento é muita nazifascista, buscam os mais fortes e na recusam, começa o processo de sua destruição, através do isolamento, desqualificação, violência física, moral e psicológica extensivo aos amigos e família. Esse banimento é muito forte e é utilizado também, no interior do próprio partido. As perseguições vão desde o emprego até a religião, todo o espaço da vitima é minado até a sua adesão ou total destruição.
O governo petista acabou com o Movimento Negro Ideológico, partidarizou e transformou os militantes em meros reprodutores dos manifestos do partido e, de Resistentes, em Cabos eleitorais, os capitães do mato a seus serviços e dos seus gestores.
Transformou o Movimento Negro em reprodutores de todas as discriminações a que dava combate e seus militantes em agentes do racismo. Hoje o racismo nos Quilombolas, Terreiros de Candomblé, Capoeiristas, enfim, em todos os setores do coletivo negro é muito forte e fortemente praticado, a ponto do negro, negar a sua própria raça e cor. Há uma grande fuga, fortalecendo o hiato racial e cristalizando a Ideologia do Recalque, tão presente entre os dirigentes negros e nos negros no poder.
O grande desafio do Movimento Negro hoje, é o debate e combate do Racismo, no seu interior e no interior das suas relações de poder onde a chamada elite negra, não o reconhece seu arquivo humano nem a presença de um recursos humanos, capaz, qualificado,fiel,comprometido,honesto e idôneo.
APARTHEID INSTITUCIONAL BRASILEIRO

APARTHEID INSTITUCIONAL
Senhor Presidente.
O Apartheid continua mais forte ainda, a despeito das propagandas das chamadas ações afirmativas. Faço a pergunta silenciosa dos brasileiros comprometidos com a igualdade racial e que defendem o Artigo 5° de nossa Constituição:
Porque ao negro não é dado no executivo, cargos de confiança no primeiro escalão, em setores estratégicos como: Ministério da Saúde – Educação – Segurança – Justiça – Tecnologia etc.
Em nossa história só há um indicador que assinala o negro na chefia de órgão nacional, no caso Gilberto Gil, na Cultura. Fora deste preconceito, só se percebe essa presença em órgãos voltados para a comunidade negra, exemplifica-se : Fundação Palmares e SEPIR.
Queremos Brancos dirigindo a Fundação Palmares, a SEPIR e Negros a frente de ministérios diversos, em presidência de estatais enfim, exercendo as funções de brasileiros, independente de sua etnia, partido, credo, cor, raça etc., como prescreve a nossa Constituição, fora disso o que vossa excelência conduz é a cristalização do Racismo Institucional e do Apartheid Institucional, perpetuando a desigualdade e a superioridade do branco.
O que faz vossa excelência é dar continuidade ao separatismo entre os negros, fortalecendo as estruturas sociais imposta pela Coroa Portuguesa, banindo o negro e o índio da participação dos destino da Coroa e massacre entre os negros que até hoje se odeiam e se distanciam entre si numa pratica da Ideologia do recalque, não se reconhecendo e nem se aceitando como tais.
Nos Estados se verifica essa mesma máxima, os negros pretos, ficam de fora do stafe do governo, no máximo, um representará o coletivo em orgão esvasiado do terceiro escalão, sem nenhuma condições funcionais ou operacional, só para dizer que o governo não é racista.
“Para que Ninguém seja Discriminado e tenha seus Direitos Violados. É necessário que o Poder detenha o próprio Poder” Antonio Rebouças
“Dividir para Reinar” Palavra de Ordens de Líderes Partidários
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