
RACISMO NO INTERIOR DO MOVIMENTO NEGRO
No início o Movimento Negro foi um dos maiores pilares do Movimento Social Brasileiro, que promovia a signo de mudanças sociais, atuando em diversas áreas, além do pensamento ideológico, irradiava a consciência nas comunidades atingidas por suas ações, ajudando na construção de identidade e nos debates das idéias.
Seus Militantes eram essencialmente ideológicos e se revezavam na luta diuturna no combate ao racismo e todas as formas de discriminações. A idéia era a expressão da Cidadania ampla e irrestrita. Não havia envolvimentos partidários, apesar de ser considerado um movimento de esquerda, pelo signo de luta e por suas propostas explicitas, nunca dependeu de políticos, partidos ou financiamento de estado.
Tinha seu desenvolvimento sustentável como prática, ampliando o sentimento de participação e solidariedade da comunidade e sociedade em geral. Seu crescimento era a olhos vistos, mesmo com a repressão do estado, através das policias e das discriminações a que eram alvos das forças repressoras.
Apesar de todas as opiniões contrárias, o Movimento Negro crescia e formava uma rede nacional com intercâmbios múltiplos entre si e com os organismos internacionais que a cada vez mais se engajava com o Movimento Social da Resistência Negra Brasileira que buscavam reforçar as experiências dos seus ancestrais,, revitalizar as ações dos seus Heróis Nacional e Locais no espelhamento das experiências das antigas lideranças, desconstruindo referendos históricos em torno da sua revisão.
Um movimento combativo, descobrindo novas lideranças e buscando novos parceiros como agentes multiplicadores em diversos grupos da sociedade para reforçar o signo da luta. As conquistas da periferia dos espaços Urbanos e Rurais, identificando hiatos sociais e raciais, buscando nos debates temáticos Alencar propostas a serem trabalhadas através da difusão e das denuncias, buscando alterar o perfil das políticas publicas e a inserção das questões e condições do coletivo negro excluído das ações de estado, com seus direitos violados.
As organizações assediadas foram inicialmente a OAB, a Imprensa, Universidades, Escolas, Sindicatos, Associações, Igreja, , propugnando mudanças de atitudes e comportamentos e buscando novas pedagogias de enfrentamentos nas discussões dos problemas do coletivo e dos problemas nacionais através de suas regiões.
Com a aproximação dos partidos políticos, o Movimento Negro, foi levado ao abandono ideológico e passou a ser reduto dos mais variados partidos, defendendo as mais variadas expressões, estagnando e criando quistos e atomização internas levando a constantes conflitos e com o cismo instalado, a divisão os conflitos entre lideranças e com a própria comunidade, iniciando o caos e instalando a locução dos partidos que passaram a competir entre si pelo domínio do Movimento Negro e, desde então foi instalado o Racismo no interior do Movimento Negros, atingindo todos seus indicadores, entre os mais fortes, o Religioso e o Quilombola, hoje o protagonista do Movimento Negro são os partidos, que definem as pautas de discussões e as ações a serem executadas.
As diversas expressões do movimento negro com o engajamento de seus militantes ao espaço de poder, passando a sinalizar os interesses dos partidos, se utilizando dos grupos como seus emissores para calar as vozes descontentes e brindarem os políticos de interesses dos partidos, desqualificando os membros denunciantes, se transformou em capachos do poder e de militantes ideológicos, passaram a militantes partidário e muitas das vezes, não servem nem aos partidos e nem ao coletivo negro, se transformaram em militantes de alugueis, cujos interesses defendem só os deles, em seus projetos pessoais individualizados através do status e proteção do poder que os corromperam.
Essa mudança de rumo, causou o esfacelamento do Movimento Negro, dando visibilidades as chamadas ONGs, todas elas ligadas aos partidos e acabando com as Entidades e grupos negros, muitos dos quais informais, hoje já não existem, pois as ONGs executam e defendem os programas e as palavras de ordens dos partidos aos quais pertencem e que lhes financiam para executarem as repressões que antes era da policia. Muitos deles estão exercendo funções nos diversos setores do governo e outros, recebem para cristalizar suas inércia, tornando a materialidade do parasita, são as reservas dos partidos e governo, pronta a entrarem em ação contra os críticos, contra as denuncias da comunidade.
Muitas destas ONGs são de políticos e graduados do governo e sindicatos, recebendo verbas de todas as origens para executarem inclusive, serviços para o próprio governo, pois com informações privilegiadas, estão sempre em atividades, passando como um trator por cima das ideológicas e que não se venderam e lutam por ações em defesa da comunidade e por isso são perseguidas e esvaziadas porque as pessoas tem medo de se aproximarem para não serem vítimas das perseguições do governo.
A violência deste recrutamento é muita nazifascista, buscam os mais fortes e na recusam, começa o processo de sua destruição, através do isolamento, desqualificação, violência física, moral e psicológica extensivo aos amigos e família. Esse banimento é muito forte e é utilizado também, no interior do próprio partido. As perseguições vão desde o emprego até a religião, todo o espaço da vitima é minado até a sua adesão ou total destruição.
O governo petista acabou com o Movimento Negro Ideológico, partidarizou e transformou os militantes em meros reprodutores dos manifestos do partido e, de Resistentes, em Cabos eleitorais, os capitães do mato a seus serviços e dos seus gestores.
Transformou o Movimento Negro em reprodutores de todas as discriminações a que dava combate e seus militantes em agentes do racismo. Hoje o racismo nos Quilombolas, Terreiros de Candomblé, Capoeiristas, enfim, em todos os setores do coletivo negro é muito forte e fortemente praticado, a ponto do negro, negar a sua própria raça e cor. Há uma grande fuga, fortalecendo o hiato racial e cristalizando a Ideologia do Recalque, tão presente entre os dirigentes negros e nos negros no poder.
O grande desafio do Movimento Negro hoje, é o debate e combate do Racismo, no seu interior e no interior das suas relações de poder onde a chamada elite negra, não o reconhece seu arquivo humano nem a presença de um recursos humanos, capaz, qualificado,fiel,comprometido,honesto e idôneo.
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