segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DEPOIMENTO EM ESTUDO DE CASOS.

Depoimento de Severo D’Acelino

'"Quando o governador Marcelo Deda do PT e seu pessoal nos perseguem e impedem as nossas ações, excluindo e violando os nossos direitos, quem perde somos nós e por extensão o Estado."

Estudo de Caso / 01.

A minha prática na construção poética e contista da literatura afro negra sergipana, sofrendo as perseguições dos gestores de órgãos do estado, dificultando a nossa trajetória e impedindo a sua edição por pura discriminação racial pois, para eles a minha leitura a leitura de negro, coisa de negro, não merece o olhar do governo. Isso impede que o negro surja como autor. Que exista uma literatura negra em Sergipe, pois a mentalidade escrava dos gestores , impõem um ambiente colonialista e dominador da casa grande onde os negrinhos não tinham serventias como produtores de expressões intelectuais e literatura negra são as estórias que as negras velhas inventavam para acalentar os sinhozinhos aos seus cuidados.

Só um governador autocrático e personalista com gestores reducionistas e sem nenhum passado relevante, pode se permitir esse tipo de arrogância e violar por violar os direitos de alguém que vem sistematicamente construindo uma teia de história suspensas pelo hiato do etnocidio a que subordinou os negros no passado tão recente. O Poder expressa a incapacidade e insegurança destas tristes autoridades autoritárias e covardes.

O nosso projeto sobre a poemática afro negra sergipana, busca o referencial de uma revisitação ancestral a inclusão do negro contemporâneo, assinalando suas questões e condições numa realidade onde a psicologia exprime a tensão e reflexão, expondo a filosofia coletiva no canto de indagação.

O levantamento histórico e cultural das tradições afro negra dos municípios sergipanos, numa ação presencial dos episódios dos seus arquivos humanos povoarem o universo fantástico dos Contos Afro Sergipano, dizendo suas estórias, mostrando seus eventos e cotidianos, mostrando suas dores, emoções, olhares e visões de suas vidas agregadas as suas tradições, manifestos e emoções.

Assim foram os mais de trintas Contos que cruzaram o portal de revisitações e resgataram o cheiro, os sons e cores do passado ali presente da imaginação e no inconsciente coletivo, desprezado pela cultura dominante em sua arrogância intelectual, acadêmica e racial.

Como existir uma literatura afro negra em Sergipe se, ao contrário de outros Estados da Federação, não tem visão de conjunto e não se expressa como um Estado Brasileiro e sim como um Estado segregador,na sua ânsia de civilização eurocêntrica para a qual do negro só interessava seus tesouros, força de trabalho , patrimônio histórico, artes e tudo mais que a Europa detém do continente pela força, pelo saque e pela invasão.
Mas essa Europa depois reconheceu alem dos saques, a importância intelectual dos negros, Sergipe não. Para Sergipe +reconhecer o negro, ele tem que ser reconhecido como gênios por outras instancias. Melhor se for reconhecido pela Europa, pois o eurocentrismo aqui é terrível no seio das academias e dos intelectuais cascas grossas.

Os poucos negros que foram editados ou reconhecidos pela elite dita intelectual e do poder, foram aqueles que não envolveram o coletivo em suas produções e manteve o negro como objeto de estudos e como marginais em seus manifestos poéticos literais. Apresentando o negro como um Zé ninguém, cabisbaixo, subservientes ou marginais e assassinos, párias da sociedade e incapazes de iniciativas progressistas ou de mando. Estes são citados pela chamada academia de letra de Sergipe que se manifesta sempre em função do passado, impedindo qualquer avanço ou inovação, diferente das outras Academias que buscam inovar e reconhecer no negro o protaganismo da construção da Academia e do saber objetivo em suas manifestações .

Diversas Coletâneas são produzidas com cânticos negros, produzidos por negros, em Academias e edições independentes. A Academia de Letras da Bahia se associa com empresas para promover concurso de Contos Negros e aqui em Sergipe, somos descartados por diversas dificuldades que vão desde o titulo da obra, as revisões ortográficas, como se a criatividade de um autor/artista dependesse de revisão ortográfica e gramatical.

Sergipe é o Estado mais Racista da Federação, e isso não será modificado enquanto não tivermos dirigentes de outros DNAs, que venham governadores do Sul, prefeitos de Minas Gerais e certamente com essa transfusão de sangue, possa ser um Estado presencial e dinâmico, acolhedor e, sobretudo multicultural com respeito a diversidade etno histórico e cultural.
Neste sentido, Sergipe terá uma Literatura Negra e os Negros serão reconhecidos, valorizados e, sobretudo propugnando a auto identificação deste Estado Negro, sem cultura e sem identidade, por pura idiossincrasia racial. Aí deixará a besteira de querer ser um Estado Eurocêntrico, para ser um Estado Brasileiro nordestino e o menor da Federação, mas um Estado com É maiúsculo.

Governador Democrático é aquele que sabe conviver com as diferencias, respeitar o contraditório, oposição e críticos. Os governadores inseguros, arrogantes, vaidosos, covardes, subservientes, fazem do cargo seu instrumento de vingança, não tem amigos e sim reféns, agem contrariamente do Governador Democrático que se caracteriza pela sua liderança, já o governador autoritário, covarde, se notabiliza pelo terrorismo, é o Chefe a quem todos devem temer pela sua força de falsidade e traição.Esse só será respeitado enquanto estiver no poder.

Sergipe será um Estado Democrático, quando for governado por uma pessoa do sul do pais, seja homem ou mulher, a mesma coisa de aplica a prefeitura da capital, pelo menos uma Mineiro ou uma Mineira, aí teremos Cultura Negra e seremos representados em todos os níveis e por fim haverá respeito as instituições e procuradores representarão o povo e não o governador ou o partido dominante.

Governador, porque até hoje, sete anos depois do Decreto, ainda não foi implantado a cultura negra nas grades curriculares, mesmo que o Ministério Público aceite as mentiras das secretarias de educação? É porque o Negro e o Índio, (inclusive dizem da sua descendência, hoje ariano), não tem importância civilizatória no espaço intelectual e político do Estado, mesmo que os vaqueiros sejam considerados desbravadores nas Matas de Itabaiana. Oke Caboclo. Saravá com seu Gibão de Couro, os escalpes dos Pretos.

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